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A civilização deve aos laços sociais a maior fonte de seu mal-estar. Devido ao crescente desastre provocado pelo discurso capitalista, verifica-se cada vez mais os efeitos da segregação do mercado, como aponta Lacan na Proposição de 1967, situando-a no registro do Real, ao lado dos campos de concentração nazistas. Nos tempos atuais, assistimos a outras formas de genocídio e outras formas de segregação que vieram à tona para se juntar à aporofobia elitista da sociedade neoliberal. Por um lado, o discurso de extrema direita exortando a segregação sob a forma do racismo, da homofobia, da transfobia, da misoginia e outros e, por outro lado, os movimentos identitários reivindicando seu direito à existência e respeito à diferença, como os movimentos negros, feminista, LGBTQA+, etc. Temos assim a tríade segregação, identidade e mal-estar emaranhadas nas múltiplas redes da pólis.
O identitarismo, que pouco a pouco vem tomando força na pólis, seria uma forma de se contrapor à ideologia hegemônica? Seria uma resposta de conjuntos de singularidades à sociedade que identifica para segregar? Como pensar a questão da identidade em relação à formação de massa? E em relação à lógica do não-todo e do um-a-um? É possível escolher uma identidade ou ela se impõe sempre a partir do Outro? Afinal, todos temos uma, ou melhor, algumas identidades que não deixam de ser formas de inclusão, mas também de segregação. Para a Psicanálise, a identidade é uma noção que merece ser problematizada, pois o sujeito do inconsciente não tem identidade, seu corpo tampouco lhe dá uma identidade, como a sociedade o faz a partir da cor, do sexo biológico, da idade, da classe social etc. Com Freud, sabemos tratar-se de identificações que promovem agrupamentos, massas e podem ter como efeito mais segregação. Se as identificações do sujeito o fazem assumir tal ou tal identidade, sua escolha de gozo lhe confere uma identidade singular que chamamos de sintoma. A partir dos conceitos da Psicanálise, pretendemos nessas jornadas debater os efeitos subjetivos e o mal-estar da nossa sociedade atual, identitária e segregativa, tanto na clínica quanto na pólis.

VALORES PROMOCIONAIS

Até 15/03, R$200,00
Até 31/03, R$250,00
No dia do evento, R$300,00

Para participar é necessário realizar a inscrição, o mesmo deve ser feito para submeter trabalho.
Aviso: aqueles que não puderem participar nas novas datas, terão direito à devolução. Basta enviar email para: secretariaforum@campolacanianorj.com.br

NOVOS PRAZOS PARA INSCRIÇÃO E ENVIO DOS TRABALHOS

Até dia 13 de fevereiro – Envio dos resumos no formulário de inscrição de trabalhos: https://bityli.com/eIPgO
Até 17 de fevereiro – Recebimento da resposta da comissão científica quanto ao aceite do trabalho
Até 06 de março – Envio do trabalho completo para o email ijornadasinterforunsrj@campolacanianorj.com.br

Coordenação: Eliane Khoury (FCL Niterói), Geísa Freitas (FCL Rio de Janeiro), Pedro Moacyr (FCL Região Serrana), Roberto May (FCL Nova Iguaçu), Sandra Monica Del Rio (FCL Região dos Lagos).